{"id":11631,"date":"2021-08-23T08:43:16","date_gmt":"2021-08-23T11:43:16","guid":{"rendered":"http:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/?p=11631"},"modified":"2021-08-23T08:43:16","modified_gmt":"2021-08-23T11:43:16","slug":"historico-da-capela-de-nossa-senhora-da-conceicao-do-mosquito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/2021\/08\/23\/historico-da-capela-de-nossa-senhora-da-conceicao-do-mosquito\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico da capela de nossa senhora da concei\u00e7\u00e3o do mosquito"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-11632 size-large\" src=\"http:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-1024x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"696\" srcset=\"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-300x300.jpg 300w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-130x130.jpg 130w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA.jpg 768w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-696x696.jpg 696w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-1068x1068.jpg 1068w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-420x420.jpg 420w, https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/30-IGREJINHA-45x45.jpg 45w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HIST\u00d3RICO DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEI\u00c7\u00c3O DO MOSQUITO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ATUAL IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROS\u00c1RIO DA CIDADE DE\u00a0CORONEL XAVIER CHAVES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto de Olinto Rodrigues dos Santos Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o surgiu em \u00e9poca remota, possivelmente entre 1770 e 1780, embora haja uma l\u00e1pide com poss\u00edvel data de 1768 na entrada da capela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi constru\u00edda como capela rural filial da Matriz de Santo Ant\u00f4nio da Vila de S\u00e3o Jos\u00e9 Del Rei, hoje Tiradentes e nunca foi ermida ou orat\u00f3rio de fazenda, mas capela filial, ora com capel\u00e3o, ora sem capel\u00e3o. Nesta capela que servia aos moradores do mosquito, eram feitos batizados, casamentos e sepultamentos. A pia batismal parece que foi levada para a nova Matriz, embora por um bom tempo os batizados continuaram a serem feitos na capela antiga. Os sepultamentos poderiam ser feitos no interior da capela, que certamente tinha o assoalho original, em campas, mas com mais freq\u00fc\u00eancia no adro da capela. Que entenda-se por adro n\u00e3o s\u00f3 a parte fronteira, mas toda a volta do templo, cercado com muro de pedra, atualmente tendo os t\u00famulos desaparecidos. Como o cemit\u00e9rio era um solo santo, portanto deveria ser cercado de muros como atualmente est\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira referencia documental \u00e0 capela aparece em registro de \u00f3bito e sepultamento de Jo\u00e3o escravo de Domingos Gon\u00e7alves de G\u00f3es em 02 de junho de 1776, quando aparece a primeira vez o t\u00edtulo de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Ribeir\u00e3o do Mosquito, conforme documento transcrito abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAos dois dias do m\u00eas de junho do anno de mil sette centos settenta e seis foi encomendado e sepultado com os sacramentos da Penit\u00eancia e un\u00e7\u00e3o dentro da Capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Ribeir\u00e3o do Mosquito filial desta Matriz de Santo Ant\u00f4nio da Vila de Sam Joze do Rio das Mortes, Jo\u00e3o eescravo de Domingos Glz de Goes desta freguezia e para constar fiz este assento que asignei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Coadjutor Joachim Joseph Nascentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Livro de \u00f3bitos da Par\u00f3quia de Santo Antonio de Tiradentes 1772-1779, folha 525, arquivo da Diocese de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 dito, a capela era filial da matriz de Santo Ant\u00f4nio da Vila de S\u00e3o Jos\u00e9, atual par\u00f3quia de Tiradentes, desde os fins do s\u00e9culo XVIII at\u00e9 1911, com exce\u00e7\u00e3o de curto per\u00edodo em que pertenceu a Par\u00f3quia da Lage. Quando se criou a par\u00f3quia de Nossa Senhora da Penha de Fran\u00e7a da Lage, a capela passou a pertencer a essa par\u00f3quia em 1840 permanecendo at\u00e9 1852, quando volta a par\u00f3quia da Vila de S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1825 a capela da \u201cAplica\u00e7\u00e3o\u201d do Mosquito tinha uma popula\u00e7\u00e3o de 184 almas, assim divididos: brancos 24, pardos 51 e pretos 109, acomodados em 32 fogos (n\u00facleo residencial), conforme o mapa feito pelo vig\u00e1rio Ant\u00f4nio Xavier de Sales Matos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo ano o vig\u00e1rio informa no mapa geral de popula\u00e7\u00e3o da freguesia de Santo Ant\u00f4nio da Vila de S\u00e3o Jos\u00e9, que capel\u00e3o era o Padre Joaquim Gon\u00e7alves Lara G\u00f3es, e n\u00e3o contribu\u00eda com nada por ser o rendimento da Capela diminuto. No ano seguinte de 1826 a capela aparece com 180 moradores e com o mesmo capel\u00e3o. Em 1829 o vig\u00e1rio Sales Matos j\u00e1 informa que o Mosquito n\u00e3o tem capel\u00e3o e inclui a popula\u00e7\u00e3o no total da Matriz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na lista nominativa de 1838 aparece o \u201cquarteir\u00e3o\u201d do Mosquito com trinta e tr\u00eas fogos ou c\u00e9lulas familiares espalhados pelas fazendas e em local chamado \u201cVenda Nova\u201d que acreditamos ser a povoa\u00e7\u00e3o em torno da capela. A lista \u00e9 encabe\u00e7ada pelo capit\u00e3o Mateus Furtado de Mendon\u00e7a, de 48 anos, casado com D. Angela Maria Lara de 49 anos, moradores na fazenda do Retiro do Caxamb\u00fa onde existia uma ermida em que se celebravam v\u00e1rios batizados. O casal tinha quatro filhos e 67 escravos. L\u00e1 nesta fazenda vivia o Pe. Joaquim Gon\u00e7alves Lara que \u00e0quela altura tinha 37 anos e foi o Capel\u00e3o de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Mosquito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O capit\u00e3o Matheus Furtado de Mendon\u00e7a foi vereador e presidente do senado da c\u00e2mara da Vila de S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na fazenda do Mosquito vivia D. Gertrudes Caetana de Faria de 60 anos, vi\u00fava com 17 escravos e o seu filho Joaquim Jos\u00e9 de Faria de 22 anos, casado com Maria Rita de Jesus de 16 anos que tinham 2 filhos de 3 e 1 ano. \u00c9 interessante notar que havia l\u00e1 uma agregada que era fiandeira, a crioula forra, Joaquina de 40 anos, atestando que a tradi\u00e7\u00e3o de trabalhos em tear s\u00e3o bastante antigos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na fazenda do Mosquito parece que havia outra sede ou outra casa em que morava o Guarda-mor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Lara e G\u00f3is de 68 anos de idade, ent\u00e3o j\u00e1 vi\u00favo com os filhos Ana (9 anos), Francisco (18 anos), Jos\u00e9 (12 anos) e seus 46 escravos. Ainda na fazenda morava o casal Manoel Dias e Maria Dias, sendo ele ferreiro. Tamb\u00e9m l\u00e1 vivia o casal Jo\u00e3o Gon\u00e7alves de Faria Lara Junior de 23 anos e a mulher Rita de Mendon\u00e7a de 18 anos com seus 12 escravos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outra fazenda, a da Ro\u00e7a Grande vivia dona Bernarda Francisca de Faria, vi\u00fava de 52 anos com os filhos Alexandre de 28 anos casado com Maria Luiza de Mendon\u00e7a com 19 anos. Esta fazenda possu\u00eda o enorme plantel de 86 escravos. Esta casa tamb\u00e9m possu\u00eda sua Ermida, onde eram batizadas muitas crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela lista nominal ainda se pode identificar alguns outros lugares ou fazendas al\u00e9m da citada \u201cVenda Nova\u201d: Cachoeira ou Cachoeirinha com um orat\u00f3rio; Caranda\u00ed; Ponte do Tabo\u00e3o; Retiro dos Dois C\u00f3rregos; Porqueiro e Recondengo. Esta popula\u00e7\u00e3o eram os fi\u00e9is ou aplicados da capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. Chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que a grande maioria era de escravos, pretos forros ou crioulos que trabalhavam nas lavouras que se formaram na regi\u00e3o da Lage e do Mosquito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No rol dos confessados datado de 1795 a capela do Mosquito ainda n\u00e3o parece como curada, s\u00f3 ap\u00f3s 1825.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o s\u00e9culo XIX foram registrados v\u00e1rios batizados na capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Mosquito entre 25 de fevereiro de 1847 \u00e0 15 de agosto de 1876 com cerca de 260 assentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos batizados foram realizados nos orat\u00f3rios das fazendas de Retiro do Caxambu da Ro\u00e7a Grande, do Retiro de Dois C\u00f3rregos e do Caranda\u00ed, quase sempre pelo capel\u00e3o Joaquim Gon\u00e7alves Lara, nascido em 1801 e que at\u00e9 1876 estava realizando batizados com mais de setenta anos. O Pe. Joaquim foi ordenado em 26 de fevereiro de 1825 pelo bispo D. Frei Jos\u00e9 da Sant\u00edssima Trindade e imediatamente assume a Capela do Mosquito, sua terra vivendo na Fazenda do Retiro do Caxamb\u00fa at\u00e9 sua morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante todo o s\u00e9culo XIX foram realizados muitos sepultamentos, batizados e casamentos na Capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, oficiados ora pelo capel\u00e3o, ora pelo vig\u00e1rio Jos\u00e9 Virgulino de Assis Pereira e outros. Os seguintes padres atuaram na capela do Mosquito administrando os sacramentos e dizendo missa: Padre Joaquim Antonio de Lima (1860-1868); Francisco Theresiano d\u2019Assis (1868); Padre Cust\u00f3dio de Oliveira Monte Raso (1869); Padre Pedro Ribeiro Resende (1869,1871,1876); Vig\u00e1rio Jacintho Jos\u00e9 d\u2019Almeida (1871); Padre Ernesto Geraldo de Siqueira (1872,1874 e 1875); Padre Herculano Jose d\u2019Assun\u00e7\u00e3o (1873); Padre Joaquim Leite de Araujo (1873); Padre Antonio Jos\u00e9 da Costa Machado (1874); Padre Joaquim In\u00e1cio Vieira (1874); Padre Custodio Sabino Franklin; Padre Jo\u00e3o Batista Sacramento (1875); Padre Joaquim In\u00e1cio Viana; Padre Crispiniano Antonio de Souza; Padre Jos\u00e9 Manoel Teixeira; Padre Dr. Joaquim Maximiliano da Rocha Pinto e Padre Antonio Louren\u00e7o (1878)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos muitos sepultamentos ao longo do s\u00e9culo XIX em todo o adro da capela alguns se destacaram e foram enterrados no interior do templo como Francisco Antonio de Mendon\u00e7a, de 82 anos, casado com D. Josefa Francisca de Mendon\u00e7a, em 24 de fevereiro de 1869. Foi conduzido \u00e0 sepultura em caix\u00e3o, o que s\u00f3 ocorria com pessoas ricas e de destaque, e acompanhado por tr\u00eas padres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a grande maioria anotada nos livros de \u00f3bito eram escravos negros, pardos e forros pobres, trabalhadores nas fazendas locais, como o Jer\u00f4nimo africano casado com Natalia crioula de idade \u201csexagen\u00e1ria\u201d, escravo de Joaquim Jos\u00e9 Parreiras, em 17 de outubro de 1868.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No adro sepultou-se em 31 de agosto de 1880 um escravo de Francisco Xavier Rodrigues Chaves por nome de Dami\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta ainda nos livros o casamento de Em\u00eddio Resende Mendon\u00e7a, filho de Jos\u00e9 Francisco de Mendon\u00e7a e D. Esm\u00eania Carolina de Resende, com Francisca Maria de Mendon\u00e7a, filha de Matheus Gon\u00e7alves Mendon\u00e7a e Francisca \u00c1guida de Mendon\u00e7a, no orat\u00f3rio que por vez havia sido providenciado por sua excel\u00eancia reverend\u00edssima na casa de Matheus Gon\u00e7alves de Mendon\u00e7a em 02\/10\/1880.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na aplica\u00e7\u00e3o da Capela do Mosquito nasceu o ilustre Padre Joaquim Parreira das Neves, em 1861, conforme assento de batizado abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAos dezoito de agosto de mil oitocentos e sessenta e hum na Capella Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Mosquito o Reverendo Joaquim Gon\u00e7alves Lara baptizou solenemente, e p\u00f4z os Santos \u00d3leos a Joaquim, filho leg\u00edtimo de Jos\u00e9 Joaquim Parreiras e Dona Luiza Maria das Neves: s\u00e3o padrinhos Joaquim Jos\u00e9 Parreiras e Dona Angela Esteves de Mendon\u00e7a de que fa\u00e7o este assento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Vigr\u00ba Jos\u00e9 Virgulino de Assis Pereira\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joaquim Parreira das Neves foi ordenado em Mariana pelo bispo Dom Antonio Maria Correa de S\u00e1 e Benevides em 2 de maio de 1886 depois de ter cursado Humanidades no Col\u00e9gio do Cara\u00e7a e Teologia no Semin\u00e1rio de Mariana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo ap\u00f3s ser ordenado assumiu a Par\u00f3quia de Nossa Senhora da Penha de Fran\u00e7a da Lage, em setembro de 1886 e l\u00e1 permaneceu at\u00e9 1891. Entre 1893 e 1897 foi vig\u00e1rio da Par\u00f3quia de Santo Antonio da cidade de Tiradentes. No seu vicariato recebeu a doa\u00e7\u00e3o feita pelos paroquianos de uma casa para servir de presbit\u00e9rio, em 1893, casa que ap\u00f3s ser paroquial foi comunidade de freiras e creche, voltando a ser casa paroquial em 1987 e hoje abriga o Museu da Liturgia da Par\u00f3quia de Tiradentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conta-nos D. Oscar de Oliveira, bispo de Mariana que&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 o benfeitor do Bispado do Aterrado (hoje cidade de Luz), tratando Dom Silv\u00e9rio de fixar a sede do Bispado no Oeste Mineiro, cuja cria\u00e7\u00e3o promovia, n\u00e3o encontrava nas cidades, que lembrava para este fim a precisa correspond\u00eancia \u00e0s suas propostas e lembran\u00e7a. A constru\u00e7\u00e3o do pal\u00e1cio, da Catedral, a forma\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio necess\u00e1rio para a cria\u00e7\u00e3o de uma diocese, entibiavam por toda parte os entusiasmos. Foi ent\u00e3o que o vig\u00e1rio do modesto Arraial do Aterrado no munic\u00edpio de Dores do Indai\u00e1, se apresenta ao Arcebispo e lhe assegura que, criada a Diocese com sede em Aterrado ele daria prontos em tempo conveniente, o pal\u00e1cio e a Catedral e, iniciaria o patrim\u00f4nio reclamado. E fez tudo. E o bispado se criou e o padre Parreira assistiu a sua instala\u00e7\u00e3o. Fato virgem ou ao menos rar\u00edssimo na historia da igreja: \u201cum bispado com sede em um povoado despido de categoria de cidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis por tanto o padre Parreira vig\u00e1rio do Aterrado, criando a diocese de Luz. Isto ocorreu em 1920, quando se criou a diocese e a Matriz de Nossa Senhora da Luz ap\u00f3s reforma foi elevada a Catedral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O padre Parreira permaneceu na par\u00f3quia de Nossa Senhora da Luz de 1904 a 1921. Foi ent\u00e3o transferido para Ponte Nova, onde assumiu o cargo de Capel\u00e3o do Hospital Nossa Senhora das Dores e recebeu do Papa o t\u00edtulo de Monsenhor, por solicita\u00e7\u00e3o de D. Helv\u00e9cio. Foi depois transferido para a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Ouro Preto como Capel\u00e3o, onde veio a falecer em 27 de julho de 1941, aos 80 anos de idade e foi sepultado em Belo Horizonte ap\u00f3s solenes ex\u00e9quias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na virada do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX o povoado e a Capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Mosquito continuava a pertencer, a agora cidade e par\u00f3quia de Tiradentes. Na monografia publicada na Revista do Arquivo P\u00fablico Mineiro intitulada \u201cMunic\u00edpio de Tiradentes\u201d, em 1900, ano V, p.98 consta que<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 no Distrito (sede) 3 lugares, cada um deles com sua Capella&#8230; Mosquito tamb\u00e9m com casas espa\u00e7as umas 30 mais ou menos, pode ter 400 habitantes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a divis\u00e3o administrativa de 1911 que redefiniu os limites dos munic\u00edpios mineiros, o povoado do Mosquito passou a pertencer ao munic\u00edpio de Prados, criado em 1890, mas a Capela continua a pertencer \u00e0 par\u00f3quia de Tiradentes, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Curato de S\u00e3o Francisco Xavier, em 30 de novembro de 1918, pelo arcebispo D. Silv\u00e9rio Gomes Pimenta em cuja portaria foi descrito os limites da circunscri\u00e7\u00e3o religiosa. Antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o do Curato o mesmo arcebispo, por provis\u00e3o de 27 de junho de1916, autoriza a constru\u00e7\u00e3o da nova igreja, que embora n\u00e3o sendo par\u00f3quia \u00e9 chamado de Matriz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pronta a nova igreja, o arcebispo autoriza o cura e ao Pe. Antonio Carlos Rodrigues a benzer a igreja, o que acontece em 1920, com extensa programa\u00e7\u00e3o. No dia cinco de dezembro daquele ano a imagem da padroeira da antiga Capela do Mosquito, Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 transladada para a nova igreja e no dia 07 em outra prociss\u00e3o s\u00e3o transladadas imagens do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, S\u00e3o Jos\u00e9 e do Menino Jesus, terminando assim a vida religiosa da velha Capela de pedra, iniciada em 1776 e finalizada em 1920.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Capela ent\u00e3o passa a ter outra invoca\u00e7\u00e3o, agora o orago \u00e9 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, cuja pequena imagem neocl\u00e1ssica deve datar do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. O delegado paroquial ou cura, segundo o bispo, tem todas as atribui\u00e7\u00f5es de p\u00e1roco, como consta da nomea\u00e7\u00e3o do Pe. Aristides Teixeira, em 14 de mar\u00e7o de 1923. S\u00f3 em 1941 o arcebispo Dom Helv\u00e9cio Gomes de Oliveira cria a par\u00f3quia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco Xavier.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na velha Capela fica entronizada a imagem de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e outras imagens a ela pertencentes de S\u00e3o Jos\u00e9, de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, de S\u00e3o Francisco Xavier, de Santana, do Menino Jesus e de Santo Antonio, que l\u00e1 permanecem at\u00e9 hoje, com exce\u00e7\u00e3o do Menino Jesus que se encontra guardado. Em invent\u00e1rio, em 1923, consta na capela do Ros\u00e1rio, antiga Matriz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma instala\u00e7\u00e3o (quase imprest\u00e1vel), de acetileno\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 3 banquinhos, uma pequena credencia, uma campainha velha;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 1 banqueta de metal, 6 jarras de barro, 1 purificador, 1 terno de sacras, 1 quadro de Santa Cec\u00edlia (transferido para a nova Matriz) e 3 estantes de m\u00fasica;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 No \u00fanico altar 8 imagens, das quais: 3 regulares: Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, S\u00e3o Jos\u00e9 e S\u00e3o Sebasti\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 6 pequenas: S\u00e3o Francisco Xavier, Santo Antonio, Sant\u2019anna, Menino Jesus;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 1 terno de sacras, 1 tapete (velho);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 Na sacristia uma c\u00f4moda grande, 1 mesa de bom tamanho, 1 cruz de prociss\u00e3o, 1 lavat\u00f3rio de pedra, 2 bancos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 4 andores, 5 toalhas de altar, 1 forro de altar, 1 tapete (novo);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 1 oratoriozinho do Menino Jesus, 1 terno de sacras (velho);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 4 missais antiq\u00fc\u00edssimos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 1 c\u00e1lice \u00fatil e 1 c\u00e1lice n\u00e3o dourado por dentro;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 1 salva para comunh\u00e3o (prata?) 1 resplendorzinho (prata);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 1 pedra d\u2019ara (sem rel\u00edquia);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 2 paramentos \u201c(uma cor) bem estragado e outro 5 (de duas cores)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Livro n\u00ba 1 de tombo da par\u00f3quia de Coronel Xavier Chaves).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Capela agora do Ros\u00e1rio passou o s\u00e9culo XX, servindo ao culto, aos congadeiros, aos negros, e no seu port\u00e3o se fazendo a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento, na prociss\u00e3o do Corpus Christi at\u00e9 os dias atuais, agora como s\u00edmbolo do patrim\u00f4nio da cidade, tendo em 1973 o seu revestimento original de reboco de cal e areia removido no paroquiato do Pe. Francisco Lustosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AN\u00c1LISE AQUITET\u00d4NICA E ART\u00cdSTICA<\/p>\n<p>A capela de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de Coronel Xavier Chaves \u00e9 bastante modesta e de pequenas propor\u00e7\u00f5es, mas um tanto graciosa. O partido arquitet\u00f4nico lembra as capelas mineiras dos s\u00e9culos XVIII e XIX com fachada definida por cunhais em relevo de cantaria, porta central com aro de cantaria lavrada e folhas almofadas, um tanto robustas de belo efeito pl\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A portada tem larga sobreverga arqueada em moldura. A altura do coro existem duas janelas com enquadramento de cantaria de vergas levemente curvas, sendo que a direita tem uma sacada entalada com dois balaustres e a esquerda foi adaptado para um sininho no v\u00e3o, seguro por duas madeiras fixadas nas ombreiras. V\u00ea-se que se trata de uma solu\u00e7\u00e3o posterior. \u00c9 poss\u00edvel que a capela tivesse uma sineira independente talvez de madeira. Arremata a fachada um front\u00e3o triangular reto, centrado por \u00f3culo envidra\u00e7ado e beirais em beira-seveira, muito t\u00edpicos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas extremidades do front\u00e3o, sobre os cunhais existem dois coruch\u00e9us de pedra lavrada de forma piramidal e sobre o v\u00e9rtice um acrot\u00e9rio em cubo moldurado e cruz latina lisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A planta da capela constitui-se de nave \u00fanica com duas sacristias laterais, um tanto recuadas em rela\u00e7\u00e3o a fachada, formando uma esp\u00e9cie de cruz. Na fachada posterior cega est\u00e1 repetida a solu\u00e7\u00e3o dos cunhais salientes, hoje quase impercept\u00edveis por ter sido tirado o reboco, encimados pelos coruch\u00e9us piramidais e acrot\u00e9rio com cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda a capela \u00e9 coberta por telhas originais do tipo capa e canal ou como se diz popularmente telhas curvas, com todos os beirais em beira-seveira, a exce\u00e7\u00e3o da empena posterior com apenas uma fiada de telhas no sentido invertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sacristia a direita apresenta uma porta de verga reta em cantaria, com folhas de calhas por onde se acessa a capela e uma janela de verga reta, dando para a lateral, com folha em quatro almofadas rasas. Nesta sacristia h\u00e1 um pequeno lavabo de cantaria, com a sa\u00edda de \u00e1gua vista na parede externa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sacristia ou consist\u00f3rio a esquerda, n\u00e3o h\u00e1 outros v\u00e3os al\u00e9m de uma porta de verga reta, dando para a lateral, com aro de cantaria e folha de calha certamente de interven\u00e7\u00e3o posterior. A nave tem ilumina\u00e7\u00e3o proporcionada por dois pequenos \u00f3culos, um de cada lado, perfeitamente circulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema construtivo da capela \u00e9 todo em alvenaria de pedra, com as esquadrias de pedra lavradas ou cantaria, que originalmente era rebocada e caiada. Com a remo\u00e7\u00e3o do reboco em 1973, o sistema construtivo ficou aparente, mas com a degrada\u00e7\u00e3o da massa de assentamento das pedras, foram feitos rejuntes com massa de cimento muito vis\u00edveis de perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Internamente a nave tem duas portas comunicando com as sacristias, ambas com aros de cantaria, com vergas curvas. A da esquerda \u00e9 mais larga e apresenta veda\u00e7\u00e3o entreli\u00e7ada, o que nos faz acreditar que funcionava como confession\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente toda a capela se acha assoalhada de t\u00e1buas corridas, mas j\u00e1 teve piso de ard\u00f3sia e originalmente era com campas, pois nela se sepultava os mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas c\u00f4modos s\u00e3o forrados de madeira de confec\u00e7\u00e3o recente, sendo os da sacristia inclinados, pintados de branco. Sobre a porta principal existe a tribuna do coro, toda em madeira, um guarda-corpo em balaustres recortados, recentemente pintados de branco. O acesso ao coro faz por escada em dois lances. Ainda restam na capela uma bela pia de \u00e1gua benta, entalhada em gomos, o arm\u00e1rio dos santos \u00f3leos em forma de nicho quadrado, mas sem a porta e uma credencia escavada na cantaria, junto no ret\u00e1bulo do altar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico ret\u00e1bulo em madeira recortada e moldurada pode datar de fins do s\u00e9culo XVIII ou in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, encontra-se pintado de branco e amarelo, mas em recente prospec\u00e7\u00e3o revirou pinturas florais. O ret\u00e1bulo tem soco ou embasamento em painel com molduras refendidas pintado em marmorizado de tons verdes. O registro m\u00e9dio \u00e9 liso com pain\u00e9is sob as pilastras e molduras refendidas. H\u00e1 um sacr\u00e1rio posteriormente adaptado com corte na moldura original. Dois pares de pilastras retas com molduras em rebaixo, funciona como elementos de sustenta\u00e7\u00e3o, encimados por entablamento em cimalha moldurada. O coroamento \u00e9 liso encimado por molduras onduladas e dois pequenos pilares. A boca da tribuna ou camarim em arco pleno moldurado com renda de tribuna em madeira \u00e9 recortada em curvas e contracurvas, em destaque mais alto sobre o sacr\u00e1rio. O camarim de paredes lisas com forro em ab\u00f3boda de ber\u00e7o tem hoje pintura de estrelas salteadas. O trono \u00e9 uma bela pe\u00e7a de marcenaria em quatro degraus ou bancadas escalonadas. O degrau inferior \u00e9 reto e moldurado e os suferiores abaulados. Em recente prospec\u00e7\u00e3o apresenta pintura art\u00edstica. O sacr\u00e1rio de gosto neog\u00f3tico foi adaptado em \u00e9poca posterior, com caneluras e relevo de c\u00e1lice. A banqueta \u00e9 reta com pequeno filete de moldura e o altar em caixa reta com pintura fitomorfa. No intercol\u00fanio aparecem duas peanhas e coifas recortadas para coloca\u00e7\u00e3o de imagens, certamente introduzidas posteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 entronizada uma imagem neocl\u00e1ssica de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, em madeira, no lugar da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o setecentista que foi para a nova matriz. Nas peanhas est\u00e3o duas imagens de gesso de S\u00e3o Benedito e Santa Efig\u00eania e nos degraus do trono as imagens de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e S\u00e3o Jos\u00e9, ambas setecentistas, de maior tamanho, al\u00e9m das imagens menores de Santana, Nossa Senhora do Carmo, Santo Antonio, de cunho rococ\u00f3 e uma imagem de S\u00e3o Francisco Xavier, datada do final do s\u00e9culo XIX de cunho neocl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que chama a aten\u00e7\u00e3o nesta capela \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 a bem elaborada planta, mas o apuro do acabamento em cantaria de portas, janelas, coruch\u00e9us, cruzes, pias, etc., assim como as belas portas almofadadas e entreli\u00e7adas. O apuro t\u00e9cnico e formal deste monumento, dat\u00e1vel do \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XVIII \u00e9 not\u00e1vel e denota o poderio econ\u00f4mico dos aplicados e fazendeiros que a fizeram construir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente n\u00e3o h\u00e1 documenta\u00e7\u00e3o de sua constru\u00e7\u00e3o, dos pedreiros, dos canteiros e marceneiros que nela trabalharam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capela \u00e9 cercada por muro de pedra baixo que define o adro que originalmente era para sepultamento dos fi\u00e9is. Ainda resta junto \u00e0 soleira da porta uma pedra de l\u00e1pide com inscri\u00e7\u00e3o ileg\u00edvel que para l\u00e1 certamente foi deslocada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O port\u00e3o de ferro que veda a entrada deve datar do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, em substitui\u00e7\u00e3o a outro de madeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capela \u00e9 tombada como patrim\u00f4nio do munic\u00edpio de Coronel Xavier Chaves, atrav\u00e9s do decreto municipal n\u00ba 681, de 11 de abril de 2000, assinado pelo prefeito Helder S\u00e1vio Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capela, s\u00edmbolo do passado da cidade, mant\u00e9m um entorno semi preservado e localizada no fim de uma ampla pra\u00e7a ajardinada o que lhe confere um destaque na paisagem urbana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIST\u00d3RICO DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEI\u00c7\u00c3O DO MOSQUITO ATUAL IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROS\u00c1RIO DA CIDADE DE\u00a0CORONEL XAVIER CHAVES Texto de Olinto Rodrigues dos Santos Filho. A capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o surgiu em \u00e9poca remota, possivelmente entre 1770 e 1780, embora haja uma l\u00e1pide com poss\u00edvel data de 1768 na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":11632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-11631","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11631"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11633,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11631\/revisions\/11633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/coronelxavierchaves.mg.gov.br\/prefeitura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}